sábado, 7 de julho de 2012

Antropoantro - Macc


E
stá acontecendo no Macc Campinas – Hiléia – Museu do Vazio/Livro Imagem/Livre Imagem
Antropoantro – Em todos os lugares





Vale a pena conferir! 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O sumiço é devido ao trabalho formal.
Peço desculpas a você e as moscas.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A arte de escrever –Arthur Schopenhauer



Este livro me apareceu no carnaval passado, na porta de um quarto no RJ, com mais um do Fernando Pessoa e dois filmes, um deles: “Os sonhadores”.
Quem me presenteou não cheguei a conhecer devido a uma série de desencontros, ou talvez não tenha havido desencontro algum.


Basicamente trata do não pensar quando se lê. Das imperfeições das traduções, da importância das línguas antigas, da arte de escrever e decadência da literatura de sua época. Diferencia bons autores da literatura de consumo, fala sobre a importância dos clássicos e “desce a lenha” na prolixidade do Hegel. Tudo com a clareza e originalidade que só ele tinha e era pouco reconhecida em sua época.

Segue a seleção de trechos interessantes:

“... Assim como as atividades de ler e aprender, quando em excesso, são prejudiciais ao pensamento próprio, as de escrever e ensinar em demasia também desacostumam os homens da clareza e profundidade do saber e da compreensão, uma vez que não lhe sobra tempo para obtê-los...”

“... A leitura não passa de um substituto do pensamento próprio. Trata-se de um modo de deixar que seus pensamentos sejam conduzidos em andadeiras por outra pessoa...”

“ ...É possível a qualquer momento sentar e ler, mas não sentar e pensar...”

“Nas ciências cada um quer  trazer algo novo para o mercado, com o intuito de demonstrar seu valor;com frequência, o que é trazido se resume a um ataque contra o que valia até então como certo, para pôr no lugar afirmações vazias...”

“...Não há nada mais fácil do que escrever de tal maneira que ninguém entenda; em compensação, nada mais difícil do que expressar pensamentos significativos de modo que todos compreendam. O ininteligível é parente do insensato, e sem dúvida é infinitamente mais provável que ele esconda uma mistificação do que uma intuição profunda...”

“ ...Usar muitas palavras para comunicar poucos pensamentos é sempre o sinal inconfundível da mediocridade; em contrapartida, o sinal de uma cabeça eminente é resumir muitos pensamentos em poucas palavras...”

“...Quando lemos, somos dispensados em grande parte do trabalho de pensar...”

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"Adaptação" e "Tudo sobre minha mãe"


Adaptação

                                                 


“_ Sabe por que eu gosto de plantas?Por serem tão mutáveis. A Adaptação é um processo profundo, temos de descobrir como viver no mundo.”
“_ Mas é mais fácil para as plantas. Elas não tem memória”

              



“A todas as atrizes que interpretam atrizes, a todas as mulheres que atuam, aos homens que atuam e se tornam mulheres, a todas as pessoas que querem ser mães. À minha mãe.”


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Todo o Teatro de Pirandello - Carlo Prina


Na verdade, comprei esse livro no sebo porque quando fui folhear-lo achei uma poesia Italiana em jornal, poesia de um tal de Luciano Folgore, duma época em que SP tinha seis dígitos de telefone.
Sim, comprei um livro só porque tinha um papel solto dentro dele de quando SP tinha apenas seis dígitos de telefone. Mas também, porque não saber um pouco de Pirandello? Leitura rápida.


Cosi é... se vi pare!
Dal libro Scrittori allo specchio di Luciano Folgore

Come il fu Mattia Pascal
Sono morto e sono vivo
faccio i uomo putativo
professione teatral

ché nella famiglia umana
noi nin siamo ció che sianmo
ma sol quello che appariamo
quidi ogni certezza é vana...

(Omaggio Del “Giornale degli Italiani” )

Assim é... se lhe parece!
(Escritores do livro num espelho de Luciano Folgore)

Como o falecido Mattia Pascal
Estou morto e estou vivo
Eu faço o humano putativo
Profissão teatral

Porque na família humana
Nós não somos o que nós somos
Mas apenas aqueles que pareciam
Portanto, qualquer certeza é inutil....


Enfim, são peças comentadas que servem apenas como uma prévia, além de saber sobre as interpretações de alguns atores e atrizes da época, como Cacilda Becker e Paulo Autran. Creio valer a pena ler algo mais recente e conhecer as peças. Em especial: “Assim é... se lhe parece...”, Henrique IV” “Seis personagens  a procura de autor”, “vestir os desnudos” e “A nova colônia”.


"Putativo", tema frequente nas obras de Pirandello:
Adj. Suposto, julgado.
Filho putativo,filho nascido de casamento putativo.
Dir.Casamento putativo, casamento que, suscetível de anulação, produz, todavia, até efetivação desta, todos os direito civis de um casamento válido para os filhos e o esposo que procederam de bioa fé quando de sua celebração... (dicionário on line)







sábado, 15 de outubro de 2011

Anarquismo - Uma história das idéias e movimentos libertários Vol 2 O movimento George Woodcock


 Hoje tem outras edições, este me foi apresentado no sebo... Nem éra o livro que eu procurava... Mas também não foi por acaso, ainda que este muitas vezes tenha papel fundamental no processo. “impresso no Brasil – Outono de 1984” Nenhuma dedicatória (o que também gosto nos livros de sebo), apenas uma assinatura datada 07/84. O que significa apenas, que alguém leu no inverno...

Ainda que hoje exista novas vertentes, este livro é parte da biblioteca básica de quem se interessa pelo tema. Woodcock dá um panorama da história do anarquismo, mostrando como foi o movimento principalmente na França, Espanha, Itália e Rússia; relatando brevemente nos E.U.A, sobre a colônia Nova Harmonia e colônia Utopia. A todo tempo correlaciona as principais influências: Kropotkin, Bakunin, Proudhon e outros mais influentes em determinados países e situações históricas. Uma verdadeira viagem no tempo.

Sobre a América Latina apenas esboça, e coloca uma ligação destes durante o século XIX com Espanha e Portugal por condições sociais semelhantes, o que favoreceu a difusão dos ideais anarquistas, principalmente por espanhóis, embora italianos também tenham desempenhado este papel mais fortemente na Argentina.
Por aqui cita a organização de artesãos e operários de indústria até o começo da década de 20 seguindo organização anarco-sindicalista.Fala também da colônia Cecília no capítulo referente a Itália.
Por vezes a leitura torna-se cansativa por conter muitas informações históricas nos diferentes países com suas peculiaridades anarquistas, mas de jeito nenhum fica desinteressante por este fato.

Trechos “...As causas perdidas podem ser as melhores- e normalmente são-, mas uma vez perdidas jamais voltarão a triunfar. E isso provavelmente é tudo que têm ao seu favor. Pois as causas são como os homens, e deveríamos permitir que morressem tranquilamente, para que o lugar por ela deixado fossem ocupados por novos movimentos que, talvez, viesses aprender tanto com suas virtudes quanto com suas fraquezas...”

“...Olhe nas profundezas de seu próprio ser”, disse Peter Arshinov, o amigo de Makhno. “ Busque a verdade e compreende-a por si mesmo. Ela não se encontra em nenhuma outra parte.” Nessa insistência em que a liberdade e a auto realização moral são interdependentes, e pois, uma não pode viver sem a outra, repousa o princípio fundamental do autêntico anarquismo...”

domingo, 25 de setembro de 2011

Anarquistas graças a Deus


Zélia resgata suas memórias da infância e parte da adolescência narrando suas percepções acerca do cotidiano de sua família (imigrantes italianos e anarquistas) durante todo o período que residiram na casa da rua Alameda Santos, SP. Com linguagem simples, com um “q” de criança que conta o que percebe e como se sente, possibilita viajarmos  um pouquinho na sua história e sermos remetidos a  época e fatos da narrativa.

Trechos:

(Sobre quando seu Ernesto deixou o trabalho de motorista) “Mas seu Ernesto não nascera para servir patrões. Não era homem para andar de luvas, empertigar-se ao abrir portas de carros, permanecer imóvel como estátua enquanto os patrões subissem ou descessem do automóvel, receber ordens.Positivamente não nascera para aquilo. Deu um basta, deixou o emprego.”

(Sobre SP)”... Fora esse detalhe, o do trânsito, a cidade crescia mansamente. Não havia surgido ainda a febre dos edifícios altos; nem mesmo o “Prédio Martinelli” – arranha céu pioneiro em São Paulo, se não me engano do Brasil- fora ainda construído. Não existia rádio, e televisão, nem em sonhos. Não se curtia sons em aparelhos de alta-fidelidade. Ouvia-se músicas em gramofones de tromba e manivela, havia tempo pra tudo, ninguém se afobava, ninguém andava depressa.”

(Sobre os enterros) ...”Quando havia algum enterro- no dizer de Savério- crescia a animação, os vizinhos apostavam: quantos cavalos conduzirão o coche funerário? Quantos automóveis o acompanharão? Quantos carros com coroa? Mais homens ou mulheres no cortejo?..”

(Colônia Cecília) “Cardias ainda ia mais adiante: nas ultimas páginas do seu estudo, seus planos, fazia um apelo às pessoas que estivessem de acordo com suas teorias (...) por fim Francisco Arnaldo Gattai encontrava alguém com dinamismo e inteligência, disposto a tornar realidade um sonho, seu e de outros camaradas”

“...Foi no livro do escritor Afonso Schmidt, “Colônia Cecília” publicado em 1942 em São Paulo, que encontrei algumas respostas as minhas indagações, interei-me da extensão da aventura anarquista...”

“...Havia ainda a versão anticlerical do tio Guerrando...”