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domingo, 23 de junho de 2013

O Brasil acordou?


A princípio uma faísca de esperança reluziu em mim. Que se estenda até as eleições... Tantas pessoas nas ruas dizendo-se sem partido. Mas algo implodia e travava minha garganta quando o coro começava, e ainda não era o gás lacrimogêneo, era o coro: "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor!" E eu, não conseguia acompanhar... Começava a frustração. Sim, terráquea, humana, sou brasileira, vivo aqui, não nego, mas este nacionalismo territorial?Com muito orgulho?! Oras! Se tivesse orgulho não estaria ali! Então, me pergunto; o Brasil acordou de qual sonho ou somo e para que?

Este "não ter partido" não levantar bandeira partidária representa uma minoria libertária, mas em sua maioria na verdade é um "ter todos os partidos os partidos do mundo", isto de maioria sempre me dói o estômago. Continuar votando, por obrigação, pra manter uma "esquerda" votar no "menos pior", sendo cúmplice não de um único partido mas de todos eles e de tudo o mais que permeia esta dita democracia, sem contar hino nacional, também não cantei,  esta exaltação me passou um "q"  nacionalista demais, que me causou até certo medo...


Por favor, não ter partido não significa que o caminho a seguir seja ser reacionário, fascista, um retrocesso á ditadura, saudosismo fictício criado de um tempo que sabemos que foi ruim pra caralho ou que o caminho seja o esquerdista repetindo erros passados ou transformando-se sei lá eu que novo autoritarismo. Começava minha depressão e raiva. "Violência não me representa!" Então, depois de tudo isto  eu estava tranquila?! Representa sim!!!Ô!Representa

Representa no sentido do impulso da agressividade que faz qualquer um de nós seguirmos em frente, se gratificando um pouco com cada passo que no nosso acreditar em ações isoladas no cotidiano transformam um pouco tudo isto. Ações feitas com prazer e que ajudam a manter a consciência limpa em meio tanta sujeira. Pra onde cada um direciona a sua agressividade é que se torna violência, vandalismo, ação, pró atividade, luta diária, mas sim, parte da mesma agressividade a indignação.

Não me surpreende em meio ás condições eatuais e ao consumismo desenfreado os saques de chocolates, a parada pra escolha de qual bijuteria levar em meio aos arrombamentos. 

Não me surpreende tao pouco comove, as agências bancárias incendiadas, já pagamos alto demais por isto. Vandalismo são as leis desumanas e as pessoas pedindo mais, leis absurdas que surgem pra cercear corpos andantes,  impostos altos e o pronto socorro em eterna construção deteriorando, a falta de saneamento básico e o aumento dos impostos onde este chega, os adolescentes não sabendo construir uma frase adequadamente devido a esta educação defasada e muito mais... E a agressividade continua sim movendo-me, como um grão de areia, buscando não desfragmentar minha individualidade, furando este cotidiano ora de maneira leve, ora com força, ora com contorcionismos...

Sim, tudo foi só uma catarse ...

domingo, 14 de abril de 2013

Nada muda se a gente não muda

Olá a você e as moscas. Nada muda se a gente não muda. Relaxem, não irei resumir os livros de auto ajuda que tenho lido constantemente pra evitar o uso das medicações para alegria (hahaha), tão pouco irei parar de ler os de literatura. Só que as vezes é preciso deixar o Schopenhauer e semelhantes realistas na estante pra vida fluir melhor."A vida é triste mas eu não preciso fazer parte disso" já disse um amigo meu. Não quero assustar as moscas, mas eis uma foto de Damien Hirst. Uma Mandala de insetos. É tempo de mudanças meus caros, de morte e renascimento!

domingo, 17 de março de 2013

Adorável Rede Social


Bem- vindos a sua fantástica ilha de edição!

domingo, 31 de julho de 2011

Não costumo usar chapéu em dias de verão




“Não costumo usar chapéu em dias de verão, não consigo deixar o cabelo loiro na cor natural e, se meus joelhos ficam a mostra, é como se estivesse sem calcinha.”
Numa ânsia vã de que no fundo ele queira a conhecer para algo além do desejo. Que dá e passa. “quem busca o alimento que não nutre, vai do desejo a gratificação novamente cai no desejo”.
Porque o homem quando transa de primeira vez é porque é “bom” e a mulher é “ruim”. É como se ainda fosse idade média. Não tem como “regulamentar” o desejo sexual com uma mulher assim, não é “pra casar”. Ele não estava interessado em saber qual livro ela estava lendo, se tinha algum projeto ou o motivo do fim do ultimo envolvimento afetivo, só perguntou se estava tudo bem quando a encontrou on line por educação, pra não ser indelicado com quem puxou assunto, na verdade ela percebeu o desinteresse porque a conversa não desenvolveu. Basta pensarmos no significado das palavras no masculino e feminino. Um homem “galinha” uma mulher “galinha”, um homem “vagabundo” e uma mulher “vagabunda”. Que papel teve Eva na história toda?

Depois de muito prazer e ninguém pra dividir o cigarro e o cobertor, o vazio chegou. Não tentava muito existir. Queria que o encontro se repetisse, mas da forma espiral, de outra forma. Disse pra ele antes de se despedir que queria o encontrar mais vezes. Mesmo depois de ele falar que ela poderia “segurar” qualquer homem, um inesperado feedback sexual. Ela não lhe explicou que não era o caso, que na verdade nunca tinha pensado nisso, pensava desnecessário explicar que algumas coisas tinham acontecido somente com ele, se sentiria um tanto adolescente se lhe fizesse esse comentário, assim como sentira-se da segunda vez que o encontrou, soaria como confissão, e ela também não saberia explicar o porquê de explicar que o que aconteceu era só e exclusivamente entre os dois. Talvez ela fosse igual qualquer outra pra ele. Não era igual, era pior do que qualquer outra, apesar de intenso prazer. Ele não quis conhecê-la. É vagabunda. Não é alguém interessante. Ela sente que vai passar novamente um longo período só, até que a ultima noite com aquele desconhecido que não quis conhecê-la fique tão distante a ponto de não haver mais interesse algum em revê-lo. Provavelmente já será verão e não haverá mais necessidade de proteger a cabeça do sereno do inverno.

sábado, 2 de julho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pra você e as moscas




Ando sem tempo de escrever aqui...




O tempo passa... as coisas mudam...




Amém!








Um até breve pra você que ainda me acompanha nisto aqui e as queridas moscas!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Popularização do Teatro


POPULARIZAÇÃO DO TEATRO

Termina hoje a campanha de popularização do teatro de Campinas organizada pela APTC.
A iniciativa da venda de ingressos a preços populares é bem legal e importante, pois sempre leva pessoas que não costumam ir ao teatro ou mesmo aproveitam a oportunidade para assistirem pela primeira vez uma peça. Isto deveria exigir dos organizadores e de cada direção dos grupos escolha cuidadosa dos temas a serem abordados, assim como mais profissionalismo em palco.
Decepcionada com os conteúdos apelativos e preconceituosos apresentados nas peças iniciais, desanimei da temporada e não fui mais, pensando seriamente que poderia ter optado pelas infantis.
Em todo caso,das que eu posso opnar, algumas mais ou menos “salvam-se”, assim como a atuação de alguns atores isolados em cada grupo. “Folias do coração” (Grutas) e “Vidas Secas”(MKG Produções- SP)
Paralelamente acontece o Terra Lume em Barão Geraldo, com palestras, mesas redondas e projeções (gratuitas e aberta a todos interessados e teatro) e não só aos alunos que chegam de diversas regiões do país e outros países. Gostaria de ter participado de uma oficina, mas, sem indicação ou projetos de pesquisa da área, os valores são um tanto “salgado” no momento.
Mas, felizmente, aconteceu também o [inter]feverestival com apresentações de rua e algumas oficinas oferecidas pelo Sesc. E, ontem à tarde pude prestigiar o infantil “Os Artistas” da Cia Nau de Ícaros, que encanta os adultos e as crianças!

sábado, 11 de dezembro de 2010

...novembro já foi...

Não postei nenhuma leitura, filme ou qualquer merda que eu escreva por aqui. As moscas não gostaram...
Em consideração a você, digo-lhe que terminei a leitura da "vida e obra de Shopenhauer" em agosto. Quando der coloco o resumo. Sim, ainda gosto da vida. A depressão não foi profunda.
Tô terminando "Estado de sítio" do Camus.(73 pg lidas num dia outubro e até hoje não terminei, mas falta pouco)
Tendo em vista a atual falta de tempo e a possível sobra dele futuramente...ou não, sei lá... já tem outros escalados:"O Tao da física"(47 pg lidas em dois dias)Mania estúpida que voltou, poderia ter terminado o do Camus)"Sexo tântrico" de Alicia Galloti, comprado impulsivamente pois teria que aguardar uma hora na rodoviária.Só posso dizer que é melhor do que o da Bruna Sufistinha.E,por falar sobre o assunto, adquiri promocionalmente "Memória de minhas putas tristes".Sem paciência pra ficar na livraria mais próxima fuçando o tanto que gosto, porque é natal.

Só pra constar

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Satisfação a você às moscas (uso crase nesta frase?)

Calma moscas! Logo tem lixo chegando.
Enquanto isso copio trechos, só copio trechos...
citado a fonte, óbvio.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Na gaveta, sem traços, com traças

...
Ah! e eu não tô mais conseguindo escrever, doutor.
Melhor viver do que escrever - respondeu o doutor
Minha vida social também não tá lá grande coisa...

Trecho do meu livro "A grande coisa" - inspirado naquele filme provavelmente feito com marshmellow, versão hair bit richardi.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

FECHADO

Fechado. Foi o que eu li onde deveria ter um cartaz de filme. Filmes mais alternativos, isso é verdade. Via-se filmes franceses, alemães, brasileiros...
Poucos assentos tinha o Cine Paradiso, cadeiras antigas, vermelhas... Não posso dizer hoje como estava sua preservação atualmente. E nem vou poder dizer...
Fazia tempo que eu não andava por Campinas. Foi nesta galeria da cidade que eu comprei meu primeiro LP. Não é nostalgia.Só lembrei.Tomava café ali, as vezes cerveja. O sebo ainda tá lá. A loja, onde foi uma de discos, ao lado do cinema é muito legal também.
Sem mudar o foco.Pergunto pro cara da loja ao lado. Quando fechou? Quatro meses-Ele responde. Por que? Falta de público.Que merda. Raiva. Indignação.Lembranças.
Semana passada fui ver uma peça na terça feira no centro de convivência.Popularização do teatro.Vou comprar ingresso."A peça foi cancelada" escuto. Por que? Ninguém explica. Sei como é a correria entre trancos e barrancos pra apresentar uma peça. Mesmo com pouco público.
Barrancos. Assim soube, mais tarde. Éra como estava o teatro. Falta de iluminação. Por isso não apresentaram.Tinha público.
Leio o jornal.Decepção de alguns por Campinas não ser convidada à participar da virada cultural paulista. "Campinas terá sua própria virada cultural".
Realmente, a cidade precisa de uma virada cultural. Não de 24 horas.
Precisava desabafar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Minas cativa

Das belezas daqui, difícil é não falar de Minas Gerais.
Da melancólica e sombria Ouro Preto que se esconde e que tive o privilégio de conhecer através de uma perspectiva de olhar dali á Diamantina, que com tanta história de peso mantêm-se leve e acolhedora; impossível tomar uma cerveja gelada sozinha com tantas boas companhias...
Milho Verde, o Lageado, os bons dias, boas tardes, boas noites, a fuga das vacas, o catolicismo, a "cultura da cachaça"...
Lavras Nova, a natureza, Dna. Maria, Dna Carmina...
A Chapada de Santana as companhias, a igrejinha, a campana...
Terra de Guimarães Rosa, terra de verso e prosa...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Chove...

Cai a chuva e com ela a nostalgia ao invés da abundância. Ou será a nostalgia resultado da própria abundância de lembranças?
É bom conhecer pessoas. Das que ficam na memória, do arquivo torto, quase sempre saem boas recordações. “Haja hoje pra tanto ontem” já diz Leminsk...

Poeta doido de montanha... sem saber começou a me fazer enxergar que o concreto não adianta quando o que interessa é abstrato...
Não sabia a idade do poeta, nem imaginava. Poeta não tem idade.
Quando encontrei essa figura, as montanhas eram de areia, e as águas diferentes das que passavam na sua terra e gelava sua limonada pra tomar com sua menina que ele recordava com tanto carinho.
“Você fuma pra caralho!!!” Ele comentava entre uma lembrança e outra, eu o ouvia...
Realmente... 2001...
Choveu uma semana direto naquele janeiro...


Comemos uma moqueca de sururu com nosso amigo querido, que como nós, também se escondia por lá, só que há mais tempo.Lá. Um lugar daqueles pra se esconder, se procurar, se encontrar ou se perder. Era meu reencontro com esse amigo querido e seu cão. Com ele aprendi algumas coisas sobre o céu, entre outras que me serviram mais tarde...
Ele já não se escondia por lá quando retornei anos depois...



O GARIMPEIRO

Era uma vez um garimpeiro
Que não tinha dinheiro
E se enganou
Com o valor real das pedras.
E hoje ao acordar
Ascendeu o fogão a lenha e fez café,
A casa estava fria
Então resolveu sair e sentar
No alto de uma montanha
De cara pro sol
Pra não perder a fé
A manhã estava apenas começando.
Sua casinha lá...
Embaixo.
Mais próxima dele
Uma casinha de barro
Onde uma negra rachava lenha
E dois pretinhos brincavam no quintal
A cada batida daquela machado
Algo rachava dentro do seu coração
Teve uma hora, que a negra
Deu uma machadada, que a porrada foi tão forte que tudo escureceu
E, ele partiu ao meio.
E de repente, seu amor apareceu
Sorriu e disse: Meu amor, meu garimpeiro
Levante dessa montanha
E vá!
Ele se levantou e foi
Só que não sabe pra onde
Não sabe pra quê
Nem pra quem
Talvez, ninguém.
No Vale do Pavão, em Visconde de Mauá
Era sexta feira do mês de agosto
Do ano de mil novecentos e noventa e nove.
E a manhã estava apenas começando...
E ele gozava
De uma profunda solidão
A solidão dos coiotes.

Marcopoeta – Imagem & Semelhança Ed.2000 pg.17.



CONSUMIDOR

O LOUCO PEDE A SOBREMESA SOBRE A MESA
E JOGA
AO CHÃO
A SOCIEDADE
EM CONSERVA

Marcopoeta – Imagem & Semelhança Ed. 2000 pg 39


... Até próxima poeta...
E o desejo que tudo tenha dado e dê certo...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Fui comparar crisantemo, trouxe calendula


Paro e penso quantas vezes nos confundimos na vida. Achamos que estamos levando uma coisa e levamos outra. E isso em tudo, escolha profissional, roupas, filosofia de vida, amizades, relacionamento amoroso...

No caso da calendula eu tinha a certeza que era crisentemo. Até quando eu guardei as flores amarelinhas na bolsa. De repente, a palavra crisântemo veio a mente!
Precisava da flor como remédio alternativo da medicina chinesa, mais pra alma, e a florzinha tem suas funções específicas refrescantes para órgãos vitais. Refresca rins e fígado, ameniza raiva, entre outros benefícios. Como “o poço ainda está sendo revestido” como diz o I ching no momento, pensei: crisântemo ajuda no processo! Quero crisântemo.

Apareceu-me ela assim, por um lapso de linguagem, amarela forte, como minúsculos girasóis. Deve servir pra alguma coisa. A calêndula não me falou nada sobre sua importância e como o destino traça suas tramas, de certa forma tentando “magicar” o momento, interferindo inconscientemente ou conscientemente no meu livre arbítrio! Ufa! Ainda bem que calendulas não justificam suas aparições ao acaso! Ela simplesmente apareceu, e eu busquei essa aparição. Eu sabia que ela tinha suas propriedades apesar de não saber quais, ela não fora pesquisada e fundamentada como fiz com o crisântemo. Cabia aceitá-la ou não, depois vir a saber suas qualidades e se me serviam no momento ou não.

Penso em como fiz e por vezes faço isso na vida, aceitar o que me aparece e conhecer depois suas propriedades. Como já fui feliz com isso e como também quebrei a cara. Então, isso é bom ou é mal? É preciso reformular esses conceitos e balanceá-los a cada caso ou acaso. Nunca acreditei que pessoas são como essas minhas calêndulas, que mesmo aparecendo por “destino”, podem ser usadas enquanto servem e descartadas se não há serventia, foi muito triste quando percebi que nem todos no mundo pensam assim. É sempre um choque quando nos deparamos com jeitos muito diferentes do nosso de ver a vida. Isso é muito útil para reforçar e aprimorar nossos conceitos.

Estava lendo um livro sobre filosofias várias, e vou resumir toscamente. Dizia que para “pesar” se algo é bom ou mal, devemos nos perguntar: “ Gostaria que todos no mundo tivesse a mesma atitude?” Se sim, é bom; se não, é mal. Basicamente, a mesma coisa de não faça aos outros aquilo que não querem que façam com você, com uma visão amplificada. Mas na prática isso pode ser muito interessante, dependendo do caso. Volta-se a necessidade de definir o bem e o mal e agora saber se cabe universalmente...

Voltando as calendulas...

Calendulas são cicatrizantes, tonificantes pra pele, antiséptico, trata problemas uterinos e cólicas. Quando usadas exageradamente pode provocar depressão, nervosismo, falta de apetite e náuseas.
Mas olha... tem como atributo sonhos proféticos...

Dá uma vez ao ano, abre quando o sol nasce e se fecha quando ele se vai...


Lembro-me da última pessoa que me enganou, ou que me deixei enganar vai saber... é preciso coragem pra admitir, mas hoje posso dizer com certeza que ela só pensou em benefícios próprios, só percebi isso mais tarde, depois de ter acreditado e depositado amor e confiança. A pessoa se achava o próprio sol, e eu acreditando que os sentimentos dela eram de verdade, agia como a calendula...
Agora percebo quanta diferença há entre uma flor entre as flores e a estrela das estrelas...
E, pra não dizer que eu não falei das flores... vou buscar crisantemo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Cada escolha uma renúncia


Sabe, quando eu estiver cara a cara com Deus. Seja ele o que for, vou perguntar: "Okay, qual foi o plano?
Enquanto penso nisso a imagem de Posêidon (Deus do mar) vem a minha mente, dando risada, fazendo tsc tsc tsc e respondendo em tempo atual: "Esse é o plano."

Imagino esse Deus humanizado porque quando crescemos acreditando em Jesus, quando crianças acreditamos que o pai dele é como ele, só que mais velho, forte e poderoso. Tem uma imagem dele numa biblioteca antiga em Salvador. É a cara de Deus.
Tenho uma amiga que as vezes fala que parece que "Ele" brinca de playmobil com a gente. Sou mais da teoria de que ele joga xadrex mesmo, é mais estrategista, ainda que com o "playmobil" ele seja mais livre pra criar as próprias regras.

Sempre acreditei no acaso e no inverso dele. Já tomei decisões importantes simplesmente jogando "cara ou coroa".
As vezes sinto falta desta época...
Pra onde vamos?
Vamos ver o que o universo propõe...

Mas o tempo passa e você precisa aprender que as decisões devem ser tomadas, umas engolidas a seco e outras com muito gelo.

Lembro-me daquele padre na aula de antropologia teológica. Ele falava do Uruboros. A serpente que morde a própria calda... formava um circulo completo...
Que fechem os ciclos então.

Bom, espero que o "Responsável Superior" também mostre o mapa com as pessoas e fatos sendo pontos iluminados coloridos explicando:
"Lembra quando aconteceu isso?"
E possa ser possível responder "Claro! Sempre quis entender porque aconteceu isso!
E "Ele" vai explicando: Aconteceu isso, pra poder acontecer isso, que tava vinculado a isso... Mostrando sempre resultados positivos e os momentos mais felizes da vida.
Pra que possa ser dito: "Então, valeu a pena!"

Espero também que exista uma sala de reforço, como essas de escola, pra poder fazer as perguntas mais esdrúxulas, podendo rever com o "Todo" fatos que vc sempre ficou na dúvida se aconteceram ou não, e perguntar ao "Ser Superior" coisas como: "Mas, e se eu tivesse ido morar na Itália?
E seriam mostradas conexões igualmente positivas atrás das negativas, só que a maioria cenas não vividas...

Cada escolha uma renúncia, já dizia o antigo ditado...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A Inês é morta. Falando em fragmentos Sartreanos.




Algumas frases populares sempre me intrigaram.

Achei o máximo aquele cara que fez um livro sobre a origem daquelas relacionadas a bichos. Por exemplo, “cada macaco no seu galho!”, “cão que ladra não morde!”, enfim... Destas sobre bicho sempre refleti um pouco mais sobre “a cobra vai fumar!”. Dá pra entender o sentido, mas que diacho! Vai fumar pra que?

Ta, entendi que o bicho vai pegar, mas até aí porque que a cobra vai fumar?

Bom, não li o livro do cara, não sei citar seu nome e nem sei se ele buscou a origem desta frase ou pra que ou o que a tal cobra fuma.

Mas percebam, você e as moscas que freqüentam este blog, como o universo nos traz respostas quando menos esperamos.

Estava lendo “Entre quatro paredes” de Sartre e descubro, além de um pouco mais do que ele quer dizer com a famosa frase “O inferno são os outros”, descubro finalmente quem é a tal da Inês!

Não pude me conter de tanta emoção! Das amizades que tenho, existe uma que, em certa época das nossas vidas, em diversas situações, jogava a frase “Até então, a Inês é morta...”

Essa amiga conhece as nuances de tons das minhas palavras e dependendo da situação eu respondia: “E daí que a Inês é morta?”, “Tá, e o que a Inês tem a ver com isso?”, “ Puta merda, quem é essa Inês?”, “ Foda-se a Inês, já ta morta, nem conheço ela!”

Detestava essa frase, agora acho um puta chavão existencial existente!O melhor do clássico no popular!

Quando ouvir essa frase agora irei remeter-me a esta Inês!!! O inferno da Inês de D. Pedro que descobri depois éra outro...

Até então, a Inês é morta e dependendo do caso, convém perguntar: Qual delas?

Pois bem, continuemos...


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Um dia


As palavras mais bonitas que ouvi hoje foram a do cara que eu quase atropelei.

Estava triste, precisava mandar meu livro de poesias que mofavam para um amigo que iria colocá-lo em formato de livro e fazer a capa.
Freud ficaria feliz em ver a obra, considerando o que ele pensa sobre os artistas.

Não sei pra que existe isso, fui arrumar o texto no word e aparece aquelas barrinhas que parecem coluninhas romanas. Detesto-as, gosto de ver o texto limpo. Sei que dá pra tirar, não o fiz.

Então, entrei naquele esplêndido site de relacionamentos.
Teve um tempo que costumava entrar em comunidades inúteis e achava bom, porque com várias, não dá pra saber mesmo que tipo de pessoa é você. Porém, teve um tempo que eu achava que elas diziam muito sobre a vida de uma pessoa ou criatividade desta.
Entretanto, sou do tempo que não existia internet, quem diria um site de relacionamentos. E como era gostoso por um programa pra rodar em Cobol e dar tempo de ir comer um salgado, fumar um cigarro e voltar pra sala. Tá, okay, brincadeira, sonhávamos com o que temos hoje.

Mas, voltando às comunidades, tudo uma grande ilusão!
Grande bobagem! Nada de mais se você é loira e seu namorado tem a tal “As morenas são as melhores” ou , se no começo do relacionamento ele até tinha algumas falando de mulheres em geral e colocou outras dedicadas a você! As da “em geral” nem te incomodavam, até que as “dedicadas” foram tiradas e as outras permaneceram. Menina! Pense em coisas mais importantes! Não importa o fato que vocês se conheceram pela ianternet!

Vou tentar te ajudar se isso acontecer. Neste caso, você tem várias opções na vida virtual.
A- Dizer a seu namorado o que não gosta e ver como ele reage. Rezando pra ele ser compreensivo com seus sentimentos da era pós moderna.
B- Coloca também em suas comunidades coisas que você admira nos homens em geral, uma dedicada a ruivos, se ele for moreno, no caso. Já ouviu falar em olho por olho dente por dente?
C- Apagar as dedicadas à ele, tirar que está namorando, que mora com o companheiro, deixar que suas paixões fiquem em branco, e ufa... Decididamente, ele não precisa estar em seu par perfeito querida! Lembra quando era queijo com goiabada?
D- Virar uma verdadeira vaca e colocar um monte de homens pelados.
E- Buscar fazer amizades interessantes
F- Desencanar
G- Mesclar todas as alternativas

Bom, nem era esse tipo de conselho que eu queria colocar aqui. Aliás, conselho nenhum!
Como eu disse anteriormente, estava triste e decidi que teria duzentos anos. Alterei o ano do nascimento pra 1809, não apareceu “200”. Puta merda! Pra que tem essa opção então?
Então coloquei 1909, tive que nascer em data diferente da que eu queria por causa do programa que oferece uma opção “inválida”. “99” apareceu. Legal, uma pessoa de até 99 anos pode usar o site! Ah... mas eu queria ter “100”... Então alterei a data do meu aniversário pra o dia seguinte.

Legal! Comemoraria com Sto Antônio, completaria 100 anos (se o site permitisse) e de quebra ouviria palavras bonitas das pessoas que pouco conheço, o que me deixaria menos triste. Era meu aniversário virtual!!

Acordei cedo com outro tipo de humor, melhor que no dia anterior. Pensei ser melhor alterar isso e cuidar da vida real.

Tinha lá alguns recados, entre eles, um de alguém que me conhece pouco, um de alguém que só falou comigo virtualmente, outro de alguém que me conhece muito, mas ainda tem muito pra conhecer. Quem me conhece mesmo, sabe que sou uma libriana com orgulho apesar das indecisões (mas isto já é uma outra história cotidiana).
Respondo aos recados dizendo a real, que estava mal e queria ficar bem e ouvir coisas bonitas ajudariam.
E, se você e as moscas que estão lendo este blog dizem “Nem era seu aniversário mesmo!”
Digo: “Que importância isso tem?

Este não é o mundo real, e mesmo neste, nasço e renasço várias vezes todos os dias.
Já recebi tantos felizes dias especiais e pessoais, não digo daquelas mensagens com florzinhas e palavras bonitas, pessoais mesmo. Como o de um amigo meu que é Hamster, e que pode passar anos e sua essência mais pura não desconcentra. Ou, como o de uma amiga Gaúcha que conheci na BA... Aliás, ela estava na página hoje, mas não pelo aniversário virtual, porque simplesmente às vezes temos vontade de saber como estão essas pessoas especiais, mesmo algumas que conhecemos brevemente.
Sabe, só tinha pensado em meio a tudo isso, que ouvir algumas palavras especiais completas, não monossílabas num dia comum pode ter o mesmo efeito de ouvir um eu te amo com explicação de porque depois vindo depois da frase, ainda que só esta frase basta quando vem de alguém que você ama de verdade.

Já estava de saco cheio desse site, não exclui porque serve pra contatos de interesses. Voltei a ficar triste por outras coisas. Então, coloquei uma fita de luto no perfil, me "desliguei" e fiquei triste, continuei morando no inferno de Sartre, o que explica o fato de que “deveria estar do lado de lá” o lado de fora do inferno.
Tempos depois já em casa, pensei que poderia preocupar pessoas que me são queridas e sei que gostam de mim de verdade no mundo real e decidi tirar a tal tarja mais tarde, e mais tarde o perfil voltou ao normal, com suas singelas mudanças de humor esporádicas.
Estava triste novamente, sei que muita coisa tem que morrer em mim pra outras renascer.

No caminho, sai do estacionamento, escuto uma buzina de moto, penso “Puta merda! Fechei o cara!”
Ele para do meu lado e diz em tom tranqüilo “Você saiu sem olhar”
Choro e peço mil desculpas.
Ele diz: “Promete pra mim que vai com cuidado?”
Prometo.
Ele diz: “Vai com Deus”
Eu fui, com cuidado, percebi que estava “desligada” mesmo, parei em sinal verde. Vi a igreja de Sto Antônio. Disse “Parabéns Sto Antônio!”
Pensei que o cara poderia ter me xingado, dito pra eu não sair de casa se eu estava mal, reclamar que estraguei a moto, sei lá!
Tudo bem, considerando o efeito borboleta, eu poderia ter derrubado o cara. E, mesmo que eu tenha quase o machucado, até aquele momento, foram as palavras mais bonitas do meu dia.
O ciclo da vida volta ao normal.