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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Ciclo criar com o que temos

Olá a você e as mais de mil e quinhentas moscas que não param de ler sobre as personalidades do livro do Oswald de Andrade!  A exposição fica aí até meados de outubro, se der passem por lá! Você já paga por isto. Particularmente gosto de tranqueira, depósito de antiguidade é um ótimo passeio com finalidade de decoração, caçamba na rua é motivo de parada. Inspiração pra usos baratos em cenário de teatro pobre.

Pra quem gosta de sensações, é interessante observar uma banheira revestida de gilete, não poder  se jogar nos copos de plástico e ouvir os fantasmas tocando (caso tenha a sorte, como eu tive de prestigiar a exposição acompanhada de uma criança legal).













domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sobre artes, exposições, ruas e praças

Os amigos Freudianos e a propaganda do credicard que me perdoem mas: Dar de cara e ficar boquiaberta com " Cabeças grandes" de Picasso não tem preço! (pelo menos diretamente, não pagamos a entrada). Mas, não é só isto, tem muito mais deste braço da coleção que vem de São Petersburgo, ganha-se um bom tempo lá dentro.

Dali (e não Dalí, este veio faz tempo, e não vi nunca mais). Dali, atravessando a Praça da Sé, com seus moradores de praxe, um carnaval de Olinda passando e e crentes fervorosos pregando contra o demônio.

Escuto uma guitarra, vou pelo som, Praça do Patriarca - Mombojó e Siba. Saudades de quem me apresentou Siba, saudade do trabalho na rua.

Alí, logo ali, onde também não diretamente pagamos nada por isto. Chega Miró, cheio de cores e traços infantis, sigo correndo, mas não deixei nome pra ouvir sobre ele, 50 lugares, encheu. Voltarei em breve. Primeiro andar. Desço, Exposição de Street Art, lá dentro. Dos daqui, só o Nunca tá la dentro, dos de lá, temos um que retratou o retrato do morador donde fizeram o teleférico no RJ.

E eu volto, pensando na praça de perto de casa...







              A última foto foi tirada de "apocalipsce motorizado" fotos da "anti-cidade" e não é que fala sobre praças? As demais estão em geral na net.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Trecho: "Testamento de Rodin"

"...Lembrai-vos disso: não ha traços, só ha volumes. Quando desenhais, nunca vos preocupeis com o contorno, mas com o relevo. É o relevo, que rege o contorno.
Exercitai-vos sem descanso. É preciso acostumar-vos à profissão.
A arte não é senão sentimento. Mas sem a ciência dos volumes, das proporções, das cores, sem a destreza da mão, o sentimento mais vivo paralisa-se. O que aconteceria com o maior poeta em um pais estrangeiro cuja língua ele ignorasse? Na nova geração de artistas há um grande número de poetas que, infelizmente, se recusa a aprender a falar. Por isso, não fazem mais que balbuciar.
Paciência! Não conteis com a imaginação. Ela não existe. As únicas qualidades do artista são: sabedoria, atenção, sinceridade e vontade. Cumpri vossa tarefa como operários honestos.
Jovens, sede verdadeiros. Isto porém, não significa: sede banalmente exatos. Há uma exatidão elementar - a da fotografia e do modelado. A arte só principia com a verdade interior. Que todas as suas formas, todas as suas cores traduzam sentimentos..."

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Com Açúcar com Afeto


























Ainda dá tempo de passar no Macc e prestigiar esta bela exposição e saber um pouquinho sobre quem está por trás das pinceladas ...

“Um naif se encontra pronto, ele não se molda como o espírito”
Sigmund Freud

“ No seu olhar e na sua pintura, os naifs souberam guardar intacto o coração ingênuo da infância da humanidade”
Lucien Finkelstein


Entre eles:

João Altair de Barros
Porto Alegre, RS (1934)
Agricultura Moderna
Acrílica sobre madeira

“Gráfico e pai de santo, começou a pintar em 1950. Até hoje mantêm as duas atividades. A sua pintura é marcada pelos rituais do candomblé.Participou de várias exposições no Brasil e algumas no exterior...”

Paulo Gilvan Duarte Bezerril
Recife, PE 1930
A ceia dos cangaceiros, 1990
Acrílica sobre Eucatex

“Entrou na carreira artística pela música, formou um conjunto vocal, o Trio Iraquitá, que se lançou em Natal RN, onde passou parte da juventude. O trio viajou por toda América Latina e participou de vários filmes. Gilvan começou a pintar em 1972...

Miranda (José Rodrigues de Miranda)
Maceió AL, 1907 – Olinda, PE 1985

Plantação, cerca 1980
Óleo sobre Eucatex

“ Com o primário incompleto, costurou sacos de açúcar, foi pescador, estivador e ajudante de pedreiro. Começou a pintar aos 61 anos e teve uma produção intensa... recebeu menção honrosa da ínsita 94...”

Ermelinda de Almeida
Fortaleza, CE 1947

A plantação de mandioca do meu pai, 2005
Acrílica sobre Eucatex

“foi modelista e bordadeira antes de começar a pintar.Vive no Rio de Janiero desde 1962. Autodidata na pintura como em todas as outras atividades que já exerceu...tem imaginação ilimitada a serviço de um colorido caleidoscópico...”

Local: Museu de Arte Contemporânea de Campinas José Pancetti (rua Benjamin Constant, 1.633 – Centro – Campinas/SP) Horário: de terça a sexta, das 9h às 17h; aos sábados, das 9h às 16h; domingos e feriados, das 9h às 13h Fechado às segundas. Entrada: gratuita

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sabe gente...


"Sabe, gente.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer..."

(Gilberto Gil)

Ps: Naõ sei de quem é a foto pra colocar refência.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Setembro passou e eu também passei sem aqui passar...

Pra você e as moscas:


"Estatísticas provam que existem mais mulheres no mundo do que qualquer outra coisa, exceto insetos"

Glenn Ford para Rita Hayworth, em Gilda (1946)
De frases cortantes do cinema "noir"

Uma homenagem as mulheres de poesia...

LOUCURA
Florbela Espanca

Tudo cai! Tudo tomba! Derrocada
Pavorosa! Não sei onde era dantes.
Meu solar, meus palácios, meus mirantes!
Não sei de nada, Deus, não sei de nada!...

Passa em tropel febril a cavalgada
Das paixões e loucuras triunfantes!
Rasgam-se as sedas, quebram-se os diamantes!
Não tenho nada, Deus, não tenho nada!...

Pesadelos de insônia, ébrios de anseio!
Loucura a esboçar-se, a enegrecer
Cada vez mais as trevas do meu seio!

Ó pavoroso mal de ser sozinha!
Ó pavoroso e atroz mal de trazer
Tantas almas a rir dentro da minha!


MAS HÁ VIDA
Clarice Lispector

Mas há a vida
que é para ser
intensamente vivida, há o amor.


Que tem que ser vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.


O VESSTIDO
Adélia Prado

No armário do meu quarto escondo de tempo e traça meu vestido estampado em fundo preto.
É de seda macia desenhada em campânulas vermelhas à ponta de longas hastes delicadas.
Eu o quis com paixão e o vesti como um rito, meu vestido de amante.
Ficou meu cheiro nele, meu sonho, meu corpo ido.
É só tocá-lo, volatiza-se a memória guardada:
eu estou no cinema e deixo que segurem minha mão.
De tempo e traça meu vestido me guarda

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Trecho 1

"... tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!

Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, veio levantar os transparentes da janela... Que linda manhã! Era um daqueles dias do fim de agosto em que o estio faz uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa tranqüilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento mole da calma enfraquecedora. Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho"

Eça de Queiroz, O Primo Basílio

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Panóptico


Relembrando:

O Panóptico (...) tem seu principio não tanto numa pessoa como numa certa distribuição concertada dos corpos, das superfícies, das luzes, dos olhares; numa aparelhagem cujos mecanismos internos, produzem a relação na qual se encontram presos os indivíduos (...) Pouco importa, consequentemente, quem exerce o poder. Um indivíduo qualquer, quase tomado ao acaso, pode fazer funcionar a máquina: na falta do director, sua família, os que o cercam, seus amigos, suas visitas, até seus criados (...) Quanto mais numerosos esses observadores anónimos e passageiros, tanto mais aumentam para o prisioneiro o risco de ser surpreendido e a consciência inquieta de ser observado.

Foucault, (1997), pag:167

Quem está submetido a um campo de visibilidade, e sabe disso, retoma por sua conta as limitações do poder; fá-las funcionar espontaneamente sobre si mesmos; inscreve em si a relação de poder na qual ele desempenha simultaneamente os dois papeis: torna-se o princípio da sua própria sujeição.

Foucault, (1997), pag:168

terça-feira, 18 de maio de 2010

Gótico



Período medieval-renascimento



Giotto di Bondone

sexta-feira, 30 de abril de 2010

sábado, 6 de março de 2010

Poste


Postado no início de março, como indica a data.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Tudo o que é sólido pode derreter

A série é encantadora! Baseada no curta de Rafael Gomes, discorre sobre o cotidiano da personagem adolescente Thereza (Mayara Constantino). Tive o privilégio de assistir dois capítulos. O primeiro teve como temática o poema " Há metafísica bastante em não pensar em nada" de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O segundo, baseado na obra de "Macunaíma" de Mário de Andrade.
Na mesma semana discutia com uma amiga sobre educação; como transmitir informações e conceitos sem privar a liberdade, assim como a necessidade de selecionar programas juvenis de qualidade.
Que satisfação ver o universo literário transmitido ao adoslescente por este programa! Já está no ar pela TV Cultura faz algum tempo, mas nunca é tarde para elogios e descobertas. Fantástico! Nem tudo está perdido!