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quarta-feira, 18 de março de 2015

después

Um mapeamento de impressões subjetivas de uma espectadora aprendiz.
As mascaras de carnaval necessárias e consentidas à bailarina para amenizar a realidade existencial  de ser corpo solitário.Corpo que anseia por contato ou quer apenas preencher seus espaços vazios. A busca pelo outro e os contatos sempre efêmeros. Que seja este outro apenas seu próprio estado de corpo ou outros que ali estavam no solo. Estados induzidos pra esquecer. “O corpo quando começa não consegue mais parar”. Impulsos criativos ou impulsividade intensa. Rendas, que só são desenhadas rendas por suas fendas. Chá de purpurina cotidiana com seu doce e amargo brilho lúcido, passageira como é a vida.Intensa como deve ser.


Criação e atuação : Ana Clara Amaral
Direção: Eduardo Brasil
Direção de Arte: Ana Kuhl




segunda-feira, 5 de maio de 2014

O abajour lilás - Plínio Marcos





Peça em dois atos, três atrizes e dois atore, compacta. Se passa num puteiro. Leitura feita no centro cultural SP aguardando a hora de prestar o concurso. É, não estudei raciocínio lógico..

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O ASSASSINATO DO ANÃO DE CARALHO GRANDE - Plínio Marcos



Já fazia um tempo que queria ler esta peça do Plínio Marcos. Legal, porque tem o texto literário e o texto pra teatro. Também queria ter visto a apresentação dirigida por Marcelo Drummond, mas não foi possível.
O tipo de humor que faz com que a leitura flua.
Quem matou Janjão o anão do circo? Eis a questão... muitos tinham seus particulares motivos pro assassinato.


Segue trechos:

Sobre Di, a mãe da tribo: “ Sua autoridade não era a que os cargos e situações emprestam. Sua autoridade era sua mesmo, consequência de uma vivência intensa e sem máculas, referendada por todo respeito, carinho e veneração que a gente da viagem lhe devotava...”

“...Como o homem instalado tem ódio de quem se move, de quem não tem residência fixa, emprego permanente e os cambaus, perseguem, espancam, expulsam dos lugares que se atrevem a passar. Simplesmente passar. Puta que os pariu! Homens-pregos. A gente da viagem traz alegria, emoção, poesia,sonho...Porém (e sempre tem um porém),é justamente o que o homem instalado teme. Isto tudo perturba os hábitos seguros de sua rotina, o imobilismo do seu dia a dia. Um bando de vagabundos passando...”

“...É amargo ser envolvido pela dúvida em relação aos companheiros. Desconfiar do próximo, dos colegas, dos camaradas de jornada, puta veneno...”

“O referencial mudou: trabalha? Produz? Consome?Tudo bem. Quem se enquadra está enquadrado...O cigano não é melhor nem pior do que ninguém.Se solta as amarras, rompe com as raízes...babau. Muitos foram se fixando...”

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

PRIMUS no Sesc




"Liberdade não era o que eu queria então. Eu buscava uma saída, qualquer saída, pela esquerda ou pela direita, fosse por onde fosse"
F. Kafka


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Shi-zen, 7 Guias - Lume

Aconteceu dia 21/08 no teatro do Sesi Amoreiras: O espetáculo "Shi-zen, 7 Cuias", da reconhecida companhia Lume Teatro, sob direção de Tadashi Endo.
Impressionante, você não quer que a peça termine. Interessante a poética da natureza, a mescla do butô com o que é nosso (Brasil) e o médodo de pesquisa desenvolvido pelo grupo.

http://youtu.be/7QEoAXWUTzE

sábado, 20 de agosto de 2011

Mostra tem cena em Campinas

Integrando o Movimento Apartidário pela Transformação da Política Pública de Campinas, na trilha de resgatar a vida cultural no Centro de Convivência, trazendo ao público o que é do público segue a Mostra tem cena em Campinas.

AGOSTO

Dias 17 (QUA) e 18 (QUI)
20:30
LUME TEATRO
“Kavka- Agarrando um traço a lápis”
Direção Naomi Silman
Com Ricardo Puccetti

Dia 25 (QUI)
20:30
OS GERALDOS
“Hay Amor”
Direção: Verônica Fabrini
Com Gustavo Valezi, Douglas Novaes, Carolina Delduque, Clarissa Moizer, Maíra Coutinho

SETEMBRO

Dia 06 (TER) e 07 (QUA)
20:30
BOA COMPANHIA
“Primus”
Direção: Verônica Fabrini
Com Alexandre Caetano, Davis Otani, Eduardo Ozório e Moacir Ferraz

Dia 15 (QUI)
20:30
ParaladosanjoS
“Euethéia, um elogio a loucura”
Direção: Adelvani Néia
Concepção e interpretação musical ao vivo: Mauro Braga

OUTUBRO

Dia 06 (QUI)
20:30
Barracão Teatro
“Amor Te Espero”
Concepção, dramaturgia e direção geral: Ésio Magalhães
Assistência de direção: Tiche Vianna
Com Cintia Birochi, Kuarahy Fellipe e Esio Magalhães

Dia 12 (QUA)
11:00 e 16:00
OS GERALDOS
“Números para crianças”
Direção Roberto Mallet
Com Carolina Delduque, Júlia Cavalcanti, Douglas Novaes, Gustavo Valezi e Marina Milito


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Relicário

GRUPO SEGUNDO ENCONTRO


“... Desejo, medo, amor, saudade, brincadeira, etc.. Estes são alguns dos elementos que são aos poucos pendurados neste varal de memórias compartilhadas, buscando na possibilidade de imaginar, uma forma de perceber e recriar a vida ( e talvez a própria morte)”

Elenco


Cris Nucci
Fernando Perin
Guilherme Maximo
Quesia Botelho

Ficha técnica

Criação e interpretação: o grupo
Direção e dramaturgia: Ana Clara Amaral
Assistência de direção e treinamento técnico: Eduardo Brasil
Coreografia: Ana Clara Amaral e elenco
Concepção de luz e operação: Eduardo Brasil
Sonoplastia: Ana Clara Amaral
Operação de som: Juliana Saravali Garcia
Operação áudio visual: Paulo Eduardo Rosa
Contra-regragem e participação final: Beatriz Coimbra

Aconteceu no Barracão Teatro este espetáculo não linear de teatro dança que é resultado do desejo de experimentação, trabalho e dedicação de ex- alunos do Curso Livre de Teatro. Espero em breve assistir outros trabalhos do grupo!



domingo, 24 de abril de 2011

Prêt-à-Porter 10



“As performances Prêt-à-Porter expõe a síntese do método do ator desenvolvido pelo diretor Antunes Filho, por meio da apresentação de cenas naturalistas, além de explanações sobre as técnicas interpretativas e a ideologia que fundamentam o trabalho.
São cenas totalmente criadas pelos atores, que se encarregam de encontrar o tema, desenvolvê-lo através de improvisações, realizar a dramaturgia e se auto-dirigir.
As performances do Prêt-à- Porter representam, portanto, introdução a novo conhecimento da criação dramática que, sendo um novo paradigma, solicita dos atores do grupo a revisão de conceitos sobre a arte do ator, da dramaturgia e da própria encenação.”

Movimentos:

1- Adorável Callas
Com Nara Mendes e Patrícia Carvalho
Enfermeira passa mais um dia cuidando de renomada artista.

2- O homem das Viagens
Com Marcos de Andrade e Natalie Pascoal
Senhorita convida recém-conhecido para chá da tarde.

3- Cruzamentos
Com Geraldo Mário e Marcelo Szpektor
Empresário, traumatizado por conflitos no Oriente, estabelece estranha relação com um de seus funcionários.

Muito bom assistir a estas performances de tamanha qualidade e poder ver resultados do método de trabalho de Antunes no ator em cena. Quase duas horas somando as três apresentações e nem se sente o tempo passar...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Chuva Pasmada





Sinopse: “Indecisa entre céu e terra, a chuva não cai: uma chuvinha suspensa, leve pasmada, aérea. Ninguém se recordava de um tal acontecimento. Aquele lugar poderia estar sofrendo maldição. “Chuva Pasmada” encena o conto homônimo do escritor moçambicano Mia Couto. O espetáculo, no entanto, não procura, em chão de África, a imagem da terra árida; entrevê, nas relações humanas, centelhas de gotas que não se desempenham. O espetáculo marca o reencontro de Alice Possani, atriz do Matula, e Eduardo Okamoto...”

A peça não apresenta personagens determinados, os atores revezam os personagens . A peça é um pouco extensa, mas sem dúvida alguma, vale a pena prestigiar!

domingo, 3 de abril de 2011

O Feminino o verso e a cena - Sesc Campinas





AGDA




Mês da mulher é todo mês, mas o mês de março do SESC Campinas superou as expectativas! Hilda Hilst foi homenageada, suas palavras transcenderam a palavra escrita em cena através do espetáculo Agda. “Agda traz à cena uma mulher em sua busca para questões da existência humana: a finitude da vida e a incompatibilidade entre os desejos do corpo e do espírito. Para isso serve-se de elementos de teatro, dança prosa e poesia, em um delicado jogo de construção e desconstrução de imagens e personagens” Atuação: Alice Possani, Melissa Lopes e Verônica Fabrini. Texto original: Hilda Hilst. Direção, adaptação e iluminação: Moacir Ferraz. Figurino: Juliana Pfeifer e Sandra Pestana. Cenografia: Juliana Pfeifer. Trilha Sonora: Mauro Braga e Silas Oliveira. Produção: Nathália Cogo. Realização: Grupo Matula de Teatro e Boa Companhia. Duração: 60 min.




A parceria criativa dos grupos ainda realizou oficinas de teatro música e literatura! Recebendo os participantes com todo carisma. As fotos que tirei são da Casa do Sol, onde fomos muito bem recepcionados.A vista a partir da Figueira e o portão visto da frente da casa.

terça-feira, 29 de março de 2011

Teatro - março/RJ





NISE DA SILVEIRA SENHORA DAS IMAGENS




Nise da Silveira muito contribui para uma relação mais humana entre médico e paciente. Tem obras importantes que são referência em psicologia e arteterapia. Pra quem não conhece, quando passar pelo RJ vale a pena conhecer o Museu do Inconsciente. A peça esta em cartaz por tempo prorrogado este mês de março no espaço Caixa Cultural RJ. O espetáculo é dinâmico e poético. A atriz Mariana Terra interpreta as “diversas Nises”, sempre esperava que aparecesse a velha, que me levava mais ao universo que era transmitido. Não comove, mas transmite com clareza artisticamente um pouco de como foi a vida da homenageada Nise.






A HISTÓRIA DO HOMEM QUE OUVE MOZART E A MOÇA DO LADO QUE ESCUTA O HOMEM




Desassossega desencadeia emoções. Um dos estilos de teatro que particularmente aprecio. Texto denso, iluminação e cenário adequado a proposta e atores que se entregam de alma. Assim estava no guia de teatro do RJ “ A história do homem que ouve Mozart e a moça do lado que escuta o homem de Francis Ivanovich. Reflexão sobre a incomunicabilidade ao abordar as contradições humanas estabelecendo fronteiras entre corpo e alma, consciência e existência. Com Adriana Zattar e Roberto Brindelli. Dir. Luiz Antonio Rocha. Sesc Tijuca”

terça-feira, 8 de março de 2011

COELHO BRANCO SOBRE BRANCO



No Rio de Janeiro, ainda mais em pleno carnaval, vem aquela nostalgia de passar em lugares que eu passava num passado próximo.




Coelho branco sobre branco de Alessandra Colasanti com o ator Pedro Henrique Monteiro está em cartaz no Oi Futuro Flamengo até o final do mês .


Um coelho imortal sobrevivente do Circo Utopia. O estilo do monólogo casa muito bem com a proposta do local onde é encenado. Contando a históra do mundo de big bang aos fins dos tempos.


Segue como o folder descreve:




"Ciência, alucinação e luxuria! Era uma vez o circo utopia, o ultimo circo do mundo. No passado multidões vinham de longe para ver a Mulher Barbada de Três Metros de Altura, a Menina de Sete Pernas, o Homem Árvore ou a Velha Senhora Vazo. Durante o século XX o circo Utopia entra em declínio. E hoje, não passa de um circo de uma aberração só. Alertamos as pessoas sensíveis, geólogos, biólogos, antropólogos, sociólogos, rapsodos e artistas em geral que não nos responsabilizamos pela narrativa que se seguirá, não nos responsabilizamos por nenhuma narrativa. Mas, uma coisa é certa, suas vidas ficarão divididas entre o antes e o depois deste dia. E o resto é história. Senhoras e senhores, o Circo Utopia tem o prazer de apresentar a história do mundo segundo a perspectiva de um coelho imortal, do Big Bang ao fim dos tempos. Uma pantomina antológica. Tudo o que você sempre quis saber sobre a origem do universo e seus desdobramentos. É o ovo? É o Mito? É lenda? É o fim? Preparem-se. É com imenso orgulho que apresentamos nossa maior aberração. Ele, o nosso narrador. Com vocês o Coelho Branco Sobre Branco!"




A foto é de André Mantelli -*Almanaque Virtual