domingo, 27 de fevereiro de 2011

Popularização do Teatro


POPULARIZAÇÃO DO TEATRO

Termina hoje a campanha de popularização do teatro de Campinas organizada pela APTC.
A iniciativa da venda de ingressos a preços populares é bem legal e importante, pois sempre leva pessoas que não costumam ir ao teatro ou mesmo aproveitam a oportunidade para assistirem pela primeira vez uma peça. Isto deveria exigir dos organizadores e de cada direção dos grupos escolha cuidadosa dos temas a serem abordados, assim como mais profissionalismo em palco.
Decepcionada com os conteúdos apelativos e preconceituosos apresentados nas peças iniciais, desanimei da temporada e não fui mais, pensando seriamente que poderia ter optado pelas infantis.
Em todo caso,das que eu posso opnar, algumas mais ou menos “salvam-se”, assim como a atuação de alguns atores isolados em cada grupo. “Folias do coração” (Grutas) e “Vidas Secas”(MKG Produções- SP)
Paralelamente acontece o Terra Lume em Barão Geraldo, com palestras, mesas redondas e projeções (gratuitas e aberta a todos interessados e teatro) e não só aos alunos que chegam de diversas regiões do país e outros países. Gostaria de ter participado de uma oficina, mas, sem indicação ou projetos de pesquisa da área, os valores são um tanto “salgado” no momento.
Mas, felizmente, aconteceu também o [inter]feverestival com apresentações de rua e algumas oficinas oferecidas pelo Sesc. E, ontem à tarde pude prestigiar o infantil “Os Artistas” da Cia Nau de Ícaros, que encanta os adultos e as crianças!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Crepúsculo dos Deuses


Crepúsculo dos Deuses
Billy Wilder, 1950

Deste, fiz questão de anotar algumas frases ditas pelos personagens, não referindo qual deles proferiu, por que... Acaba sendo fácil saber. Muito bom!!! Não merece ser deixado às moscas só por causa do tempo...


Sinopse: “A ex-estrela de filmes mudos Norma Desmond vive solitária com seu fiel empregado Max von Mayerling em sua mansão residida no endereço da famosa Sunset Blvd. Sua vida ganha uma nova guinada quando o fracassado roteirista Joe Gillis chega em sua casa fugindo de cobradores, utilizando a mansão como cativeiro perfeito para que ninguém o encontre. Quando Norma descobre que Gillis é um roteirista, resolve lhe mostrar o rascunho de uma história, e pede que o rapaz a melhore para que Cecil B. DeMille a dirija no papel principal.”

Sem contar que fala da crueldade com a profissão artista, ainda atual...

“Ainda é maravilhoso não acha? E sem diálogos.”

“Os melhores roteiros foram feitos de barriga vazia.”

“ As vezes é interessante ver o tanto que as pessoas escrevem mal, e o roteiro dela prometia”

“... Os outros eram amigos atores, pessoas inexpressivas da época do cinema mudo.”

“Ela ainda acenava pra um desfile que havia passado.”

“Eu sou grande. Os filmes é que ficaram pequenos”

“As platéias não pensam em quem escreve os filmes, acham que os atores fazem o que lhes dá na telha.”

domingo, 9 de janeiro de 2011

Cinema, Aspirinas e Urubus


Cinema, Aspirinas e Urubus

Direção: Marcelo Gomes
Atores: João Miguel e Peter Ketnath

Um bom filme, ótimas imagens e jogadas de cores. Road- Move. A trilha sonora é composta das músicas que acontecem nas cenas. Ai considera-se trilha sonora? ...
De Lamartine Babo, interpretação de Francisco Alves:

“Serra da Boa Esperança,
Esperança que encerra
No coração do Brasil
Um punhado de terra
No coração de quem vai,
No coração de que vem,
Serra da Boa Esperança,
Meu último bem
Parto levando saudades,
Saudades deixando,
Murchas, caídas na serra,
Bem perto de Deus
Oh, minha serra,
Eis a hora do adeus
Vou-me enbora
Deixo a luz do olhar
No teu luar
Adeus!..”

Segue-se a sinopse como vem no DVD:

“ O ano é 1942, o mundo vive a Segunda Guerra Mundial. Um alemão de nome Johann sai do rio de Janeiro e, direige rumo ao Nordeste do Brasil, um caminhão carregado de frascos de Aspirina* e filme com propagandas do produto. Nessa viagem, Johann conhece um país ao mesmo tempo que escapa das notícias da guerra.
Ranulpho, morador de uma pequena vila , faz o percurso inverso, ou seja, está indo buscar uma vida melhor no promissor e industrializado sudeste do país, e pra isso, deixa sua pequena cidade natal rumo ao riop de Janeiro.
Em uma estrada árida e desabitada, acontece o encontro ocasional desses dois personagens. Interesses em comum e a promessa de cada um chegar ao seu destino faz com que johann e Ranulpho partam nesta aventura juntos. Uma aventura que vai mudar suas vidas pra sempre.
Um road-movie emocionante vivido por personagens inesquecíveis.”

domingo, 2 de janeiro de 2011

Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera


Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera


Filme escolhido de forma aleatória numa das ultimas locadoras que resta na cidade, depois de ler a sinopse, claro. Sem resenha, observações sobre a natureza do ser humano, Budismo, Taoísmo, machismo ou comentários sobre as Coréias atualmente...
Diretor coreano, Kim Ki –Duk...
Então, coloco uma imagem que gostei do filme e transcrevo a sinopse a quem possa interessar.

“Ninguém é indiferente ao poder das quatro estações e do seu ciclo anual de nascimento, crescimento e declínio. Nem mesmo os dois monges que compartilham a solidão em um lago rodeado por montanhas. Assim como as estações, cada aspecto de suas vidas é introduzido com uma intensidade que conduz ambos a uma grande espiritualidade e a tragédia. Eles também estão impossibilitados de escapar da roda da vida, dos desejos, sofrimentos e paixões que cercam cada um de nós. Sobre os olhos atentos do velho monge vemos a experiência da perda da inocência do jovem monge, o despertar para o amor quando uma mulher entra em sua vida, o poder letal do ciúme e da obsessão, o preço do perdão, o esclarecimento das experiências. Assim como as estações vão continuar mudando até o final dos tempos, na indecisão entre o agora e o eterno, a solidão será sempre uma casa para o espírito...”

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sabe gente...


"Sabe, gente.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer..."

(Gilberto Gil)

Ps: Naõ sei de quem é a foto pra colocar refência.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O PENSAMENTO VIVO DE SCHOPENHAUER


O pensamento vivo de Schopenhauer
Autor: Thomaz Mann

Motivo da leitura: Recomendação fundamental de Antunes Filho, contudo, adianto que não é suficiente concluir algumas leituras com o propósito de passar no cptzinho. Ou seja, fundamental? Tá. Mas, gostaria de saber como é utilizada esta e outras leituras sugeridas na prática teatral. Faltou ficar entre os 120. Não foi desta vez, não foi este ano...
Parei de ler o livro por duas vezes, comecei em MG, terminei em SP.Se paro, começo novamente. “Neurose”.
Comprei no sebo, R$15,00 aos pedaços, páginas grossas, imagens de alguns pops, dentre eles, Kant e um poodle. “Ao Cícero uma recordação do Sá” 12/11/53” Gosto quando vem com dedicatórias pra pessoas que nem sei quem foram ou se estão vivas, perco um tempo só imaginando quem foram e em que contexto receberam o livro... “falta de serviço!” diria um amigo meu. Pode ser...

Thomaz Mann faz um resumo explicativo da construção do pensamento de Schopenhauer caracterizando-o como humanismo pessimista. Sob alguns aspectos faz relação com Platão(cruiz crédo) e Kant.
Coloca a vontade como causa primeira e irredutível do ser, o querer viver; não como desejável, mas como impulso (por aí percebe-se a influência na psicologia freudiana) A inteligência é seu instrumento.
Olha que bonita e inspiradora esta frase pra vida: “ A vontade é em si mesma uma infelicidade fundamental, é insatisfação, esforço em vista de algo...e um mundo de vontade outra coisa não pode ser senão um mundo de sofrimento” Qualquer semelhança com o Budismo não é mera coincidência.
E claro, não poderia parar por aí. Da vocação para o sofrimento resultam duas grandes possibilidades que o humanismo de Schopenhauer determina ao homem: A arte e a santidade.
A priori o que me interessa é a arte, se bem que... pensando agora... talvez passar um tempo num mosteiro não exija estar entre tantas pessoas pra poucas vagas...
Deixa pra lá. O artista tem como missão “ papel mediador nas encantações herméticas entre o mundo o alto e o mundo de baixo, entre a idéia e o fenômeno, entre o espírito e a sensualidade...” Uma das bênçãos da arte é que o conhecimento se separa violentamente da vontade- estado estético. O prazer estético seria “representação” livre do querer.

sábado, 11 de dezembro de 2010

...novembro já foi...

Não postei nenhuma leitura, filme ou qualquer merda que eu escreva por aqui. As moscas não gostaram...
Em consideração a você, digo-lhe que terminei a leitura da "vida e obra de Shopenhauer" em agosto. Quando der coloco o resumo. Sim, ainda gosto da vida. A depressão não foi profunda.
Tô terminando "Estado de sítio" do Camus.(73 pg lidas num dia outubro e até hoje não terminei, mas falta pouco)
Tendo em vista a atual falta de tempo e a possível sobra dele futuramente...ou não, sei lá... já tem outros escalados:"O Tao da física"(47 pg lidas em dois dias)Mania estúpida que voltou, poderia ter terminado o do Camus)"Sexo tântrico" de Alicia Galloti, comprado impulsivamente pois teria que aguardar uma hora na rodoviária.Só posso dizer que é melhor do que o da Bruna Sufistinha.E,por falar sobre o assunto, adquiri promocionalmente "Memória de minhas putas tristes".Sem paciência pra ficar na livraria mais próxima fuçando o tanto que gosto, porque é natal.

Só pra constar