domingo, 9 de janeiro de 2011

Cinema, Aspirinas e Urubus


Cinema, Aspirinas e Urubus

Direção: Marcelo Gomes
Atores: João Miguel e Peter Ketnath

Um bom filme, ótimas imagens e jogadas de cores. Road- Move. A trilha sonora é composta das músicas que acontecem nas cenas. Ai considera-se trilha sonora? ...
De Lamartine Babo, interpretação de Francisco Alves:

“Serra da Boa Esperança,
Esperança que encerra
No coração do Brasil
Um punhado de terra
No coração de quem vai,
No coração de que vem,
Serra da Boa Esperança,
Meu último bem
Parto levando saudades,
Saudades deixando,
Murchas, caídas na serra,
Bem perto de Deus
Oh, minha serra,
Eis a hora do adeus
Vou-me enbora
Deixo a luz do olhar
No teu luar
Adeus!..”

Segue-se a sinopse como vem no DVD:

“ O ano é 1942, o mundo vive a Segunda Guerra Mundial. Um alemão de nome Johann sai do rio de Janeiro e, direige rumo ao Nordeste do Brasil, um caminhão carregado de frascos de Aspirina* e filme com propagandas do produto. Nessa viagem, Johann conhece um país ao mesmo tempo que escapa das notícias da guerra.
Ranulpho, morador de uma pequena vila , faz o percurso inverso, ou seja, está indo buscar uma vida melhor no promissor e industrializado sudeste do país, e pra isso, deixa sua pequena cidade natal rumo ao riop de Janeiro.
Em uma estrada árida e desabitada, acontece o encontro ocasional desses dois personagens. Interesses em comum e a promessa de cada um chegar ao seu destino faz com que johann e Ranulpho partam nesta aventura juntos. Uma aventura que vai mudar suas vidas pra sempre.
Um road-movie emocionante vivido por personagens inesquecíveis.”

domingo, 2 de janeiro de 2011

Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera


Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera


Filme escolhido de forma aleatória numa das ultimas locadoras que resta na cidade, depois de ler a sinopse, claro. Sem resenha, observações sobre a natureza do ser humano, Budismo, Taoísmo, machismo ou comentários sobre as Coréias atualmente...
Diretor coreano, Kim Ki –Duk...
Então, coloco uma imagem que gostei do filme e transcrevo a sinopse a quem possa interessar.

“Ninguém é indiferente ao poder das quatro estações e do seu ciclo anual de nascimento, crescimento e declínio. Nem mesmo os dois monges que compartilham a solidão em um lago rodeado por montanhas. Assim como as estações, cada aspecto de suas vidas é introduzido com uma intensidade que conduz ambos a uma grande espiritualidade e a tragédia. Eles também estão impossibilitados de escapar da roda da vida, dos desejos, sofrimentos e paixões que cercam cada um de nós. Sobre os olhos atentos do velho monge vemos a experiência da perda da inocência do jovem monge, o despertar para o amor quando uma mulher entra em sua vida, o poder letal do ciúme e da obsessão, o preço do perdão, o esclarecimento das experiências. Assim como as estações vão continuar mudando até o final dos tempos, na indecisão entre o agora e o eterno, a solidão será sempre uma casa para o espírito...”

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sabe gente...


"Sabe, gente.
É tanta coisa pra gente saber.
O que cantar, como andar, onde ir.
O que dizer, o que calar, a quem querer..."

(Gilberto Gil)

Ps: Naõ sei de quem é a foto pra colocar refência.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O PENSAMENTO VIVO DE SCHOPENHAUER


O pensamento vivo de Schopenhauer
Autor: Thomaz Mann

Motivo da leitura: Recomendação fundamental de Antunes Filho, contudo, adianto que não é suficiente concluir algumas leituras com o propósito de passar no cptzinho. Ou seja, fundamental? Tá. Mas, gostaria de saber como é utilizada esta e outras leituras sugeridas na prática teatral. Faltou ficar entre os 120. Não foi desta vez, não foi este ano...
Parei de ler o livro por duas vezes, comecei em MG, terminei em SP.Se paro, começo novamente. “Neurose”.
Comprei no sebo, R$15,00 aos pedaços, páginas grossas, imagens de alguns pops, dentre eles, Kant e um poodle. “Ao Cícero uma recordação do Sá” 12/11/53” Gosto quando vem com dedicatórias pra pessoas que nem sei quem foram ou se estão vivas, perco um tempo só imaginando quem foram e em que contexto receberam o livro... “falta de serviço!” diria um amigo meu. Pode ser...

Thomaz Mann faz um resumo explicativo da construção do pensamento de Schopenhauer caracterizando-o como humanismo pessimista. Sob alguns aspectos faz relação com Platão(cruiz crédo) e Kant.
Coloca a vontade como causa primeira e irredutível do ser, o querer viver; não como desejável, mas como impulso (por aí percebe-se a influência na psicologia freudiana) A inteligência é seu instrumento.
Olha que bonita e inspiradora esta frase pra vida: “ A vontade é em si mesma uma infelicidade fundamental, é insatisfação, esforço em vista de algo...e um mundo de vontade outra coisa não pode ser senão um mundo de sofrimento” Qualquer semelhança com o Budismo não é mera coincidência.
E claro, não poderia parar por aí. Da vocação para o sofrimento resultam duas grandes possibilidades que o humanismo de Schopenhauer determina ao homem: A arte e a santidade.
A priori o que me interessa é a arte, se bem que... pensando agora... talvez passar um tempo num mosteiro não exija estar entre tantas pessoas pra poucas vagas...
Deixa pra lá. O artista tem como missão “ papel mediador nas encantações herméticas entre o mundo o alto e o mundo de baixo, entre a idéia e o fenômeno, entre o espírito e a sensualidade...” Uma das bênçãos da arte é que o conhecimento se separa violentamente da vontade- estado estético. O prazer estético seria “representação” livre do querer.

sábado, 11 de dezembro de 2010

...novembro já foi...

Não postei nenhuma leitura, filme ou qualquer merda que eu escreva por aqui. As moscas não gostaram...
Em consideração a você, digo-lhe que terminei a leitura da "vida e obra de Shopenhauer" em agosto. Quando der coloco o resumo. Sim, ainda gosto da vida. A depressão não foi profunda.
Tô terminando "Estado de sítio" do Camus.(73 pg lidas num dia outubro e até hoje não terminei, mas falta pouco)
Tendo em vista a atual falta de tempo e a possível sobra dele futuramente...ou não, sei lá... já tem outros escalados:"O Tao da física"(47 pg lidas em dois dias)Mania estúpida que voltou, poderia ter terminado o do Camus)"Sexo tântrico" de Alicia Galloti, comprado impulsivamente pois teria que aguardar uma hora na rodoviária.Só posso dizer que é melhor do que o da Bruna Sufistinha.E,por falar sobre o assunto, adquiri promocionalmente "Memória de minhas putas tristes".Sem paciência pra ficar na livraria mais próxima fuçando o tanto que gosto, porque é natal.

Só pra constar

domingo, 10 de outubro de 2010

Meu pé de laranja lima


Autor: José Mauro de Vasconcellos
Viveu em vários recantos do nosso país, exercendo várias profissões, dentre elas a de ator e artista plástico

Motivos da leitura: Um dos melhores disponíveis onde passei mais tempo no mês de setembro. O nome... vagas recordações deste título, imagem de algo como uma novelinha infantil em branco e preto com o tal pé de laranja e o menino, visto na grande TV, que ficava em cima da mesinha na casa da minha avó, onde eu cresci...Cresci? É assim que me sinto quando vejo as arvores de lá... hoje algumas parecem ter diminuído...
Bão; literatura juvenil recomendada há pouco tempo atrás... Seus pais ou amigos mais velhos podem se lembrar.É narrada por Zezé, um personagem que cativa...talvez por aprender muito cedo algumas coisas da vida.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Setembro passou e eu também passei sem aqui passar...

Pra você e as moscas:


"Estatísticas provam que existem mais mulheres no mundo do que qualquer outra coisa, exceto insetos"

Glenn Ford para Rita Hayworth, em Gilda (1946)
De frases cortantes do cinema "noir"

Uma homenagem as mulheres de poesia...

LOUCURA
Florbela Espanca

Tudo cai! Tudo tomba! Derrocada
Pavorosa! Não sei onde era dantes.
Meu solar, meus palácios, meus mirantes!
Não sei de nada, Deus, não sei de nada!...

Passa em tropel febril a cavalgada
Das paixões e loucuras triunfantes!
Rasgam-se as sedas, quebram-se os diamantes!
Não tenho nada, Deus, não tenho nada!...

Pesadelos de insônia, ébrios de anseio!
Loucura a esboçar-se, a enegrecer
Cada vez mais as trevas do meu seio!

Ó pavoroso mal de ser sozinha!
Ó pavoroso e atroz mal de trazer
Tantas almas a rir dentro da minha!


MAS HÁ VIDA
Clarice Lispector

Mas há a vida
que é para ser
intensamente vivida, há o amor.


Que tem que ser vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.


O VESSTIDO
Adélia Prado

No armário do meu quarto escondo de tempo e traça meu vestido estampado em fundo preto.
É de seda macia desenhada em campânulas vermelhas à ponta de longas hastes delicadas.
Eu o quis com paixão e o vesti como um rito, meu vestido de amante.
Ficou meu cheiro nele, meu sonho, meu corpo ido.
É só tocá-lo, volatiza-se a memória guardada:
eu estou no cinema e deixo que segurem minha mão.
De tempo e traça meu vestido me guarda