segunda-feira, 14 de março de 2011

Mulher Desiludida - Simone de Beauvoir



A obra é composta de duas historias e tem o tempo como tema recorrente. Em ambas, a protagonista faz reflexões e comparacões continuas sobre seu passado e seu presente.Em "Idade da discricão" o tema é envolto a desilusão a respeito do caminho que o filho decidiu seguir e o processo de envelhecer junto a um companheiro. Monique, a protagonista da segunda novela nos envolve com seus problemas, na tentativa vã de prolongar um casamento de forma aberta, um casamento que na verdade já acabou há dez anos. Seus questionamentos buscam compreender como era ela há tempos atrás, o que fez, o que deixou de fazer e por quais motivos.Ambas pedem nossa compreensão de suas acões e comportamentos.




Livro lido de 01/03/11 a 08/03/11 - RJ


terça-feira, 8 de março de 2011

COELHO BRANCO SOBRE BRANCO



No Rio de Janeiro, ainda mais em pleno carnaval, vem aquela nostalgia de passar em lugares que eu passava num passado próximo.




Coelho branco sobre branco de Alessandra Colasanti com o ator Pedro Henrique Monteiro está em cartaz no Oi Futuro Flamengo até o final do mês .


Um coelho imortal sobrevivente do Circo Utopia. O estilo do monólogo casa muito bem com a proposta do local onde é encenado. Contando a históra do mundo de big bang aos fins dos tempos.


Segue como o folder descreve:




"Ciência, alucinação e luxuria! Era uma vez o circo utopia, o ultimo circo do mundo. No passado multidões vinham de longe para ver a Mulher Barbada de Três Metros de Altura, a Menina de Sete Pernas, o Homem Árvore ou a Velha Senhora Vazo. Durante o século XX o circo Utopia entra em declínio. E hoje, não passa de um circo de uma aberração só. Alertamos as pessoas sensíveis, geólogos, biólogos, antropólogos, sociólogos, rapsodos e artistas em geral que não nos responsabilizamos pela narrativa que se seguirá, não nos responsabilizamos por nenhuma narrativa. Mas, uma coisa é certa, suas vidas ficarão divididas entre o antes e o depois deste dia. E o resto é história. Senhoras e senhores, o Circo Utopia tem o prazer de apresentar a história do mundo segundo a perspectiva de um coelho imortal, do Big Bang ao fim dos tempos. Uma pantomina antológica. Tudo o que você sempre quis saber sobre a origem do universo e seus desdobramentos. É o ovo? É o Mito? É lenda? É o fim? Preparem-se. É com imenso orgulho que apresentamos nossa maior aberração. Ele, o nosso narrador. Com vocês o Coelho Branco Sobre Branco!"




A foto é de André Mantelli -*Almanaque Virtual

DIA DAS MULHERES!


SÓ PRA CONSTAR!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Popularização do Teatro


POPULARIZAÇÃO DO TEATRO

Termina hoje a campanha de popularização do teatro de Campinas organizada pela APTC.
A iniciativa da venda de ingressos a preços populares é bem legal e importante, pois sempre leva pessoas que não costumam ir ao teatro ou mesmo aproveitam a oportunidade para assistirem pela primeira vez uma peça. Isto deveria exigir dos organizadores e de cada direção dos grupos escolha cuidadosa dos temas a serem abordados, assim como mais profissionalismo em palco.
Decepcionada com os conteúdos apelativos e preconceituosos apresentados nas peças iniciais, desanimei da temporada e não fui mais, pensando seriamente que poderia ter optado pelas infantis.
Em todo caso,das que eu posso opnar, algumas mais ou menos “salvam-se”, assim como a atuação de alguns atores isolados em cada grupo. “Folias do coração” (Grutas) e “Vidas Secas”(MKG Produções- SP)
Paralelamente acontece o Terra Lume em Barão Geraldo, com palestras, mesas redondas e projeções (gratuitas e aberta a todos interessados e teatro) e não só aos alunos que chegam de diversas regiões do país e outros países. Gostaria de ter participado de uma oficina, mas, sem indicação ou projetos de pesquisa da área, os valores são um tanto “salgado” no momento.
Mas, felizmente, aconteceu também o [inter]feverestival com apresentações de rua e algumas oficinas oferecidas pelo Sesc. E, ontem à tarde pude prestigiar o infantil “Os Artistas” da Cia Nau de Ícaros, que encanta os adultos e as crianças!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Crepúsculo dos Deuses


Crepúsculo dos Deuses
Billy Wilder, 1950

Deste, fiz questão de anotar algumas frases ditas pelos personagens, não referindo qual deles proferiu, por que... Acaba sendo fácil saber. Muito bom!!! Não merece ser deixado às moscas só por causa do tempo...


Sinopse: “A ex-estrela de filmes mudos Norma Desmond vive solitária com seu fiel empregado Max von Mayerling em sua mansão residida no endereço da famosa Sunset Blvd. Sua vida ganha uma nova guinada quando o fracassado roteirista Joe Gillis chega em sua casa fugindo de cobradores, utilizando a mansão como cativeiro perfeito para que ninguém o encontre. Quando Norma descobre que Gillis é um roteirista, resolve lhe mostrar o rascunho de uma história, e pede que o rapaz a melhore para que Cecil B. DeMille a dirija no papel principal.”

Sem contar que fala da crueldade com a profissão artista, ainda atual...

“Ainda é maravilhoso não acha? E sem diálogos.”

“Os melhores roteiros foram feitos de barriga vazia.”

“ As vezes é interessante ver o tanto que as pessoas escrevem mal, e o roteiro dela prometia”

“... Os outros eram amigos atores, pessoas inexpressivas da época do cinema mudo.”

“Ela ainda acenava pra um desfile que havia passado.”

“Eu sou grande. Os filmes é que ficaram pequenos”

“As platéias não pensam em quem escreve os filmes, acham que os atores fazem o que lhes dá na telha.”

domingo, 9 de janeiro de 2011

Cinema, Aspirinas e Urubus


Cinema, Aspirinas e Urubus

Direção: Marcelo Gomes
Atores: João Miguel e Peter Ketnath

Um bom filme, ótimas imagens e jogadas de cores. Road- Move. A trilha sonora é composta das músicas que acontecem nas cenas. Ai considera-se trilha sonora? ...
De Lamartine Babo, interpretação de Francisco Alves:

“Serra da Boa Esperança,
Esperança que encerra
No coração do Brasil
Um punhado de terra
No coração de quem vai,
No coração de que vem,
Serra da Boa Esperança,
Meu último bem
Parto levando saudades,
Saudades deixando,
Murchas, caídas na serra,
Bem perto de Deus
Oh, minha serra,
Eis a hora do adeus
Vou-me enbora
Deixo a luz do olhar
No teu luar
Adeus!..”

Segue-se a sinopse como vem no DVD:

“ O ano é 1942, o mundo vive a Segunda Guerra Mundial. Um alemão de nome Johann sai do rio de Janeiro e, direige rumo ao Nordeste do Brasil, um caminhão carregado de frascos de Aspirina* e filme com propagandas do produto. Nessa viagem, Johann conhece um país ao mesmo tempo que escapa das notícias da guerra.
Ranulpho, morador de uma pequena vila , faz o percurso inverso, ou seja, está indo buscar uma vida melhor no promissor e industrializado sudeste do país, e pra isso, deixa sua pequena cidade natal rumo ao riop de Janeiro.
Em uma estrada árida e desabitada, acontece o encontro ocasional desses dois personagens. Interesses em comum e a promessa de cada um chegar ao seu destino faz com que johann e Ranulpho partam nesta aventura juntos. Uma aventura que vai mudar suas vidas pra sempre.
Um road-movie emocionante vivido por personagens inesquecíveis.”

domingo, 2 de janeiro de 2011

Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera


Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera


Filme escolhido de forma aleatória numa das ultimas locadoras que resta na cidade, depois de ler a sinopse, claro. Sem resenha, observações sobre a natureza do ser humano, Budismo, Taoísmo, machismo ou comentários sobre as Coréias atualmente...
Diretor coreano, Kim Ki –Duk...
Então, coloco uma imagem que gostei do filme e transcrevo a sinopse a quem possa interessar.

“Ninguém é indiferente ao poder das quatro estações e do seu ciclo anual de nascimento, crescimento e declínio. Nem mesmo os dois monges que compartilham a solidão em um lago rodeado por montanhas. Assim como as estações, cada aspecto de suas vidas é introduzido com uma intensidade que conduz ambos a uma grande espiritualidade e a tragédia. Eles também estão impossibilitados de escapar da roda da vida, dos desejos, sofrimentos e paixões que cercam cada um de nós. Sobre os olhos atentos do velho monge vemos a experiência da perda da inocência do jovem monge, o despertar para o amor quando uma mulher entra em sua vida, o poder letal do ciúme e da obsessão, o preço do perdão, o esclarecimento das experiências. Assim como as estações vão continuar mudando até o final dos tempos, na indecisão entre o agora e o eterno, a solidão será sempre uma casa para o espírito...”