domingo, 24 de abril de 2011

Prêt-à-Porter 10



“As performances Prêt-à-Porter expõe a síntese do método do ator desenvolvido pelo diretor Antunes Filho, por meio da apresentação de cenas naturalistas, além de explanações sobre as técnicas interpretativas e a ideologia que fundamentam o trabalho.
São cenas totalmente criadas pelos atores, que se encarregam de encontrar o tema, desenvolvê-lo através de improvisações, realizar a dramaturgia e se auto-dirigir.
As performances do Prêt-à- Porter representam, portanto, introdução a novo conhecimento da criação dramática que, sendo um novo paradigma, solicita dos atores do grupo a revisão de conceitos sobre a arte do ator, da dramaturgia e da própria encenação.”

Movimentos:

1- Adorável Callas
Com Nara Mendes e Patrícia Carvalho
Enfermeira passa mais um dia cuidando de renomada artista.

2- O homem das Viagens
Com Marcos de Andrade e Natalie Pascoal
Senhorita convida recém-conhecido para chá da tarde.

3- Cruzamentos
Com Geraldo Mário e Marcelo Szpektor
Empresário, traumatizado por conflitos no Oriente, estabelece estranha relação com um de seus funcionários.

Muito bom assistir a estas performances de tamanha qualidade e poder ver resultados do método de trabalho de Antunes no ator em cena. Quase duas horas somando as três apresentações e nem se sente o tempo passar...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Chuva Pasmada





Sinopse: “Indecisa entre céu e terra, a chuva não cai: uma chuvinha suspensa, leve pasmada, aérea. Ninguém se recordava de um tal acontecimento. Aquele lugar poderia estar sofrendo maldição. “Chuva Pasmada” encena o conto homônimo do escritor moçambicano Mia Couto. O espetáculo, no entanto, não procura, em chão de África, a imagem da terra árida; entrevê, nas relações humanas, centelhas de gotas que não se desempenham. O espetáculo marca o reencontro de Alice Possani, atriz do Matula, e Eduardo Okamoto...”

A peça não apresenta personagens determinados, os atores revezam os personagens . A peça é um pouco extensa, mas sem dúvida alguma, vale a pena prestigiar!

domingo, 3 de abril de 2011

O Feminino o verso e a cena - Sesc Campinas





AGDA




Mês da mulher é todo mês, mas o mês de março do SESC Campinas superou as expectativas! Hilda Hilst foi homenageada, suas palavras transcenderam a palavra escrita em cena através do espetáculo Agda. “Agda traz à cena uma mulher em sua busca para questões da existência humana: a finitude da vida e a incompatibilidade entre os desejos do corpo e do espírito. Para isso serve-se de elementos de teatro, dança prosa e poesia, em um delicado jogo de construção e desconstrução de imagens e personagens” Atuação: Alice Possani, Melissa Lopes e Verônica Fabrini. Texto original: Hilda Hilst. Direção, adaptação e iluminação: Moacir Ferraz. Figurino: Juliana Pfeifer e Sandra Pestana. Cenografia: Juliana Pfeifer. Trilha Sonora: Mauro Braga e Silas Oliveira. Produção: Nathália Cogo. Realização: Grupo Matula de Teatro e Boa Companhia. Duração: 60 min.




A parceria criativa dos grupos ainda realizou oficinas de teatro música e literatura! Recebendo os participantes com todo carisma. As fotos que tirei são da Casa do Sol, onde fomos muito bem recepcionados.A vista a partir da Figueira e o portão visto da frente da casa.

terça-feira, 29 de março de 2011

Teatro - março/RJ





NISE DA SILVEIRA SENHORA DAS IMAGENS




Nise da Silveira muito contribui para uma relação mais humana entre médico e paciente. Tem obras importantes que são referência em psicologia e arteterapia. Pra quem não conhece, quando passar pelo RJ vale a pena conhecer o Museu do Inconsciente. A peça esta em cartaz por tempo prorrogado este mês de março no espaço Caixa Cultural RJ. O espetáculo é dinâmico e poético. A atriz Mariana Terra interpreta as “diversas Nises”, sempre esperava que aparecesse a velha, que me levava mais ao universo que era transmitido. Não comove, mas transmite com clareza artisticamente um pouco de como foi a vida da homenageada Nise.






A HISTÓRIA DO HOMEM QUE OUVE MOZART E A MOÇA DO LADO QUE ESCUTA O HOMEM




Desassossega desencadeia emoções. Um dos estilos de teatro que particularmente aprecio. Texto denso, iluminação e cenário adequado a proposta e atores que se entregam de alma. Assim estava no guia de teatro do RJ “ A história do homem que ouve Mozart e a moça do lado que escuta o homem de Francis Ivanovich. Reflexão sobre a incomunicabilidade ao abordar as contradições humanas estabelecendo fronteiras entre corpo e alma, consciência e existência. Com Adriana Zattar e Roberto Brindelli. Dir. Luiz Antonio Rocha. Sesc Tijuca”

segunda-feira, 14 de março de 2011

Mulher Desiludida - Simone de Beauvoir



A obra é composta de duas historias e tem o tempo como tema recorrente. Em ambas, a protagonista faz reflexões e comparacões continuas sobre seu passado e seu presente.Em "Idade da discricão" o tema é envolto a desilusão a respeito do caminho que o filho decidiu seguir e o processo de envelhecer junto a um companheiro. Monique, a protagonista da segunda novela nos envolve com seus problemas, na tentativa vã de prolongar um casamento de forma aberta, um casamento que na verdade já acabou há dez anos. Seus questionamentos buscam compreender como era ela há tempos atrás, o que fez, o que deixou de fazer e por quais motivos.Ambas pedem nossa compreensão de suas acões e comportamentos.




Livro lido de 01/03/11 a 08/03/11 - RJ


terça-feira, 8 de março de 2011

COELHO BRANCO SOBRE BRANCO



No Rio de Janeiro, ainda mais em pleno carnaval, vem aquela nostalgia de passar em lugares que eu passava num passado próximo.




Coelho branco sobre branco de Alessandra Colasanti com o ator Pedro Henrique Monteiro está em cartaz no Oi Futuro Flamengo até o final do mês .


Um coelho imortal sobrevivente do Circo Utopia. O estilo do monólogo casa muito bem com a proposta do local onde é encenado. Contando a históra do mundo de big bang aos fins dos tempos.


Segue como o folder descreve:




"Ciência, alucinação e luxuria! Era uma vez o circo utopia, o ultimo circo do mundo. No passado multidões vinham de longe para ver a Mulher Barbada de Três Metros de Altura, a Menina de Sete Pernas, o Homem Árvore ou a Velha Senhora Vazo. Durante o século XX o circo Utopia entra em declínio. E hoje, não passa de um circo de uma aberração só. Alertamos as pessoas sensíveis, geólogos, biólogos, antropólogos, sociólogos, rapsodos e artistas em geral que não nos responsabilizamos pela narrativa que se seguirá, não nos responsabilizamos por nenhuma narrativa. Mas, uma coisa é certa, suas vidas ficarão divididas entre o antes e o depois deste dia. E o resto é história. Senhoras e senhores, o Circo Utopia tem o prazer de apresentar a história do mundo segundo a perspectiva de um coelho imortal, do Big Bang ao fim dos tempos. Uma pantomina antológica. Tudo o que você sempre quis saber sobre a origem do universo e seus desdobramentos. É o ovo? É o Mito? É lenda? É o fim? Preparem-se. É com imenso orgulho que apresentamos nossa maior aberração. Ele, o nosso narrador. Com vocês o Coelho Branco Sobre Branco!"




A foto é de André Mantelli -*Almanaque Virtual

DIA DAS MULHERES!


SÓ PRA CONSTAR!